O amor e o tempo, dois objetos que se constroem e se destroem constantemente.
Com o tempo a paixão pode tornar-se amor ou simplesmente dissolver-se.
Com o tempo o amor pode tornar-se banal e findar.
Quando é cedo para investir? Quando é tarde demais para amar?
Essa música responde muitas de minhas questões em tempo de crise.
Arquivado em: Crise em mim

Estou vendo o tempo passar e não sei o que isso quer dizer.
Vejo o contraste da virilidade presente em meu pai nos retratos antigos com os cabelos grisalhos da realidade que se põe a minha frente.
Quando pequeno, prometi para mim mesmo que, mesmo na inevitável ruptura com a idade tenra, conservaria em mim a vitalidade pura e sincera das crianças, unida a insaciável sede de viver pelas coisas boas, sempre.
Próximo dos 30, me afundei na ilusão de que estava perdendo o controle da situação. “A Crise” veio diante do espelho, que me insultava com sua franqueza ao expor que nada é eterno.
essência? sabedoria? experiência? O que nos faz maduros? Os anos que se passam? A seriedade para o ato de trabalhar/viver/trabalhar? Esquecer a vida, esquecer o passado.
Não pai, não é por esse caminho que vou. Não quero chegar ao fim da vida com tristeza nos olhos, mas também não quero decepcionar aqueles que depositam em mim a esperança de que um dia crescerei.
Fiz minha escolha, um pacote completo com todos os erros e acertos, toda a dor e prazer, toda facilidade e dificuldade. Nem pior nem melhor, apenas um caminho.






