Arquivado em: Crise em mim

Estou vendo o tempo passar e não sei o que isso quer dizer.
Vejo o contraste da virilidade presente em meu pai nos retratos antigos com os cabelos grisalhos da realidade que se põe a minha frente.
Quando pequeno, prometi para mim mesmo que, mesmo na inevitável ruptura com a idade tenra, conservaria em mim a vitalidade pura e sincera das crianças, unida a insaciável sede de viver pelas coisas boas, sempre.
Próximo dos 30, me afundei na ilusão de que estava perdendo o controle da situação. “A Crise” veio diante do espelho, que me insultava com sua franqueza ao expor que nada é eterno.
essência? sabedoria? experiência? O que nos faz maduros? Os anos que se passam? A seriedade para o ato de trabalhar/viver/trabalhar? Esquecer a vida, esquecer o passado.
Não pai, não é por esse caminho que vou. Não quero chegar ao fim da vida com tristeza nos olhos, mas também não quero decepcionar aqueles que depositam em mim a esperança de que um dia crescerei.
Fiz minha escolha, um pacote completo com todos os erros e acertos, toda a dor e prazer, toda facilidade e dificuldade. Nem pior nem melhor, apenas um caminho.
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…espero q todos os dias venham ser só ensaios…
Comentário por sementesophia Outubro 29, 2007 @ 1:57 amcomo diz o chaves…ao menos q o coração q o coração se sente, a juventude nunca morrerá…
dentro um unico caminho, trilham varios…
ti cuida, bjs TA.
=]